Expansão da rede física e comunicação eficaz distinguem gestão de Canton na CAASP

Com 20% das receitas da OAB-SP, entidade contribui para a saúde, sustento e capacitação de 350 mil advogados

CantonBraço assistencial da OAB-SP, a CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo) opera hoje nas 227 subseções da Ordem em território paulista. Essa onipresença foi alcançada durante a gestão do advogado Fábio Romeu Canton Filho, que, aos 47 anos, exerce seu segundo mandato à frente da entidade. Essa expansão e descentralização da rede física aliadas a ações midiáticas mais efetivas estão deixando a CAASP plenamente acessível aos 350 mil advogados que, em dia com suas obrigações, têm direito a um extenso rol de benefícios. Prova dessa performance turbinada é que chegou a 35 mil o número de advogados vacinados contra a gripe este ano, o triplo de períodos anteriores sem que tenha ocorrido a manifestação de novo surto epidêmico alarmante. São-paulino “doente”, Canton confessa que a advocacia “extrapola o campo profissional para se misturar com a vida da gente.” Formado em Direito pela FMU, fez especialização em Direito Processual Civil na PUC-SP e em Direito Penal Econômico na Universidad Castilla la Mancha, em Toledo (Espanha). Detém também mestrado e doutorado pela Faculdade de Direito da USP. É PhD em Criminal Law na Thomas Jefferson School of Law, de San Diego (EUA). Na Seção de São Paulo da OAB, foi presidente do Conselho do Jovem Advogado, coordenador da Comissão de Direitos Humanos e presidente do Tribunal de Ética e Disciplina antes de assumir o posto atual. Recebeu a reportagem de MN na sede da CAASP, no Centro paulistano.

MN – Quais as principais conquistas recentes da CAASP?

Tínhamos na primeira gestão duas frentes primordiais: a manutenção de todos os serviços que vinham dando certo, com ampliação do alcance dos mesmos via descentralização física, e melhoria da comunicação. Hoje a CAASP está fisicamente presente nas 227 subseções do Estado. É uma conquista consolidada. O significado disso na área de saúde exige uma comparação: em 2010, 2011 e 2012 tínhamos vacinado 16, 17 e 18 mil advogados, respectivamente, contra a gripe. Este ano ultrapassamos os 35 mil. Isso demonstra, sobretudo, que incrementamos muito o sistema de comunicação com mídias novas.  Não tivemos nenhum evento epidemiológico significativo que, por si só, justificasse o aumento. É realmente fruto da comunicação que a CAASP vem desenvolvendo com o objetivo de o advogado tratar de sua saúde de forma preventiva. Na expansão dos serviços existentes, temos ainda um crescimento expressivo da livraria, farmácia, venda de produtos de informática e outros.

MN – A seccional SP da OAB repassa 20% das anuidades à CAASP. O valor é suficiente?

A verba é proveniente de um arcabouço legal. É sem dúvida nenhuma a nossa principal fonte de arrecadação. Evidentemente que sempre pretendemos mais, porque com recursos extras conseguimos fazer novos investimentos. Mas temos mais de que satisfatoriamente conseguido atender a advocacia com a gestão dessas verbas e outras que conseguimos via patrocínios nos mais variados seguimentos. As próprias campanhas de saúde, muitas delas são patrocinadas senão totalmente, mas em parte substancial, o que nos permite atender especialmente a advocacia carente de recursos financeiros. Dos setores que mais da demandam recursos, posso citar o de pessoal. A CAASP tem mais de 800 funcionários no Estado todo. Depois as campanhas de saúde e os serviços odontológicos. São 63 clínicas próprias nesta área no Estado altamente subsidiadas pela entidade. Há também a manutenção das 37 livrarias e 37 farmácias, porque vendemos a preço de custo real. Se pagamos 10, vendemos por 10. Então todo o custo de manutenção, logística, entrega – tudo é bancado pela CAASP.

MN – O auxílio financeiro atualmente é concedido a quantos advogados?

São mais de três mil advogados que estão recebendo o auxílio financeiro em várias modalidades, como o mensal, o extraordinário, os recursos para medicamento, natalidade, creche. Os auxílios pecuniários são o primeiro gasto em grandeza, porque trata-se de dinheiro em espécie. É assistência pura, que é, inclusive, estatutária conforme mostra emblematicamente o próprio nome da entidade – Caixa de Assistência.

MN – Há uma pesquisa sobre a condição socioeconômica dos advogados paulistas?

A OAB de São Paulo tem inscritos quase 350 mil advogados. A advocacia de São Paulo é, de certa forma, uma reprodução da sociedade brasileira no que diz respeito à condição socioeconômica, exceto por incluir apenas cidadãos com nível superior de escolaridade. Temos no topo da pirâmide uma advocacia extremamente bem sucedida, seguida da classe média da advocacia, uma grande massa, e um estrato maior ainda de advogados que não obteve tanto sucesso assim e que luta com bastante dificuldade para sua sobrevivência. Só na assistência judiciária gratuita fornecida pelo Estado estão inscritos 50 mil advogados com ganho médio mensal em torno de R$ 1.200,00. A remuneração desses profissionais, especialmente no interior, se resume a isso – uma renda relativamente baixa. Infelizmente, diria que permanece na sociedade e em advogados no início de carreira uma visão hollywoodiana da profissão. É a falsa impressão de que o advogado vai trabalhar pouco e ganhar muito – milhões numa única causa. Isso pode eventualmente acontecer, mas de forma absolutamente episódica. Rara mesmo. A regra indica o oposto.

MN – Mais de cem mil livros subsidiados por mês, um número que demonstra o empenho da entidade em promover a capacitação e cultura jurídicas?

Em agosto foram vendidos 112.700 livros. A preocupação é capacitar visando o aprimoramento do advogado. O livro não é um produto de consumo como os expostos em shoppings. A promoção é proposital no mês do advogado para intensificar as compras e não as vendas. Porque vendemos a preço de custo. Muitos advogados só adquirem livros jurídicos nessa época por absoluta falta de condição financeira.

MN – Convênios na área de informática também contribuem para a melhoria do desempenho dos advogados?

Temos por exemplo a Dell, com quem estabelecemos uma parceria sem precedentes. A informática tem uma margem muito estreita. Essa empresa é fabricante e controla o preço. Não tem loja e só fabrica o produto vendido. Mas temos parcerias com outras empresas, com faixas de preços diferentes, como a Sony e a Positivo, que oferecem equipamentos mais baratos. Todos devem ter configurações adequadas aos advogados.

MN – Em matéria processo eletrônico e certificado digital, a CAASP criou um hotsite. Quais os resultados?

O avanço para o processo digital é irreversível. A OAB e a CAASP têm tentado minimizar os impactos. O que se vislumbra no horizonte é o paraíso, mas o caminho é muito esburacado. A velocidade imposta pelos tribunais deveria ter sido outra, pois a massa da advocacia não vem conseguindo se adaptar. E a falta de padronização no Judiciário também atrapalha. Nossa missão é facilitar o acesso a equipamentos e dar orientações adequadas. Queremos deixar toda a advocacia preparada, logicamente. Mas é pouco provável que o papel acabe totalmente. Cito os testamentos como exemplo. O juiz quer sempre ter o original em mãos. O mesmo com títulos de crédito que dependem do original. Estranho alguém executar uma nota promissória sem apresentação do original. Não avalio a situação da digitalização como absolutamente crítica de modo geral. Existem, sim, problemas cotidianos para toda a advocacia, com alguns casos pontuais mais graves. Por outro lado, em matéria de hardware e software, tudo que vier da Tecnologia da Informação para auxiliar o advogado será bastante interessante e oportuno.

MN – A maior instância do Judiciário está na berlinda com o processo do Mensalão. Acha que a população está satisfeita? E os advogados?

Evidentemente que um caso de grande repercussão chama a atenção da população e me parece positivo que o Judiciário responda quando a questão envolve algumas das mais altas autoridades. Mas entendo também que o cidadão comum está mais atento aos temas públicos até em função das mídias sociais. Percebo que o sentimento de impunidade permanece, mormente provocado pela morosidade da Justiça. Os casos que não atingem repercussão continuam recebendo tratamento ordinário, insatisfatório. Do ponto de vista dos advogados, o mesmo. Justiça tardia é justiça nenhuma. A expectativa que a advocacia tem do Poder Judiciário é a de um ente que preste atenção ao jurisdicionado e, analogamente, à advocacia que fala pelo jurisdicionado. A advocacia é a única profissão mencionada na Constituição. Alguém desavisado pode interpretar isso como um privilégio, mas não é. O destinatário das prerrogativas não é o advogado, mas o jurisdicionado. O que o advogado quer é advogar, não apostar corrida com o Judiciário. Isso pressupõe livre acesso aos fóruns em horário pleno e aos autos mesmo sem procuração. A lei permite. O advogado precisa de contato direto com desembargadores, autoridades policiais e demais. Esse tema vira e mexe vem à tona, mas não deveria, pois o respeito à advocacia faz parte do Estado de Direito. E o Estado democrático esta de pé muito por conta da advocacia.

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CAASP lidera ranking de prestação de serviços a uma única categoria profissional

Advogados paulistas contam com auxílio pecuniário, descontos em tratamento de saúde, livros, equipamentos de informática e outros benefícios

Caasp livrariaNão há no Brasil uma entidade ligada a uma só categoria profissional que preste gama tão ampla de serviços a seus membros como a CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo). Criada em 1936, a CAASP é uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, autonomia financeira e administrativa, com sede na Rua Benjamin Constant, 75, bem no Centro da capital paulista, entre a Praça da Sé e o Largo de São Francisco. Tem ramificações em todas as 227 subseções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, um feito meritório só atingido nos últimos anos, durante a gestão de Fábio Romeu Canton Filho, reconduzido ao cargo no final de 2012.

Essa capilaridade em todo o Estado garante aos advogados inscritos na OAB, e com suas contribuições em dia, o acesso a diversos benefícios pecuniários, em caso de necessidade. Dentre eles, o auxílio extraordinário (R$ 3.025,00 válido pelo período de doze meses), auxílio mensal, auxílio creche, natalidade, odontológico e outros. Essas facilidades também são extensivas a dependentes. Nas farmácias da entidade, 1.600 medicamentos genéricos são comercializados por preços até 80% menores que os do varejo. Em agosto, mais de 112 mil livros foram vendidos com desconto de 50%. A CAASP também mantém convênios com empresas que garantem descontos especiais em diversos produtos, de equipamentos de informática a automóveis. O Clube de Serviços da CAASP conta com mais de dois mil estabelecimentos credenciados. Também está à disposição dos interessados uma colônia de férias – “Recanto Rio Paraná” – localizada no município de Três Fronteiras (SP).

Para ajudar o advogado a esclarecer suas dúvidas sobre processo eletrônico e certificado digital, a CAASP criou um hotsite que oferece noções básicas sobre processo eletrônico, faz referência às cartilhas e aos manuais disponibilizados no site da OAB-SP, direciona os primeiros passos, aponta os recursos tecnológicos necessários para o peticionamento eletrônico e também reúne os parceiros conveniados que podem ajudar o advogado nesta era digital. Mas a CAASP não atua somente em favor de causídicos. Ciente de seu papel social, desde novembro de 2012 vem mobilizando a advocacia em torno de uma ação em favor da saúde da população: doar sangue. “Apelamos para o espírito solidário dos colegas. Milhares de brasileiros padecem em razão dos baixos estoques dos bancos de sangue, e tal situação pode ser revertida a partir dessa iniciativa voluntária”, conclama Canton.

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Somos marcas o tempo todo, ensina Sylvia Bizarro aos jovens advogados

Especialista em “branding” foi palestrante do projeto Integração Total, promovido pela CJA da OAB/SP

Especialista em “branding”, Sylvia Bizarro.

Buscando ir além do saber jurídico, os 70 jovens advogados que participaram dia 5 de novembro da palestra sobre branding – proferida pela especialista Sylvia Bizarro no auditório da CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de SP), centro da capital paulista – aproveitaram para melhorar sua capacitação como empreendedores diante dos complexos desafios inerentes a montar um novo escritório ou vender a imagem profissional mais adequada ao mercado. “Somos marcas o tempo todo”, afirmou Sylvia, que está fechando seu foco de atuação num segmento bem específico – a construção de marcas na área advocatícia. O evento foi uma realização da Comissão do Jovem Advogado da OAB/SP, que, sob a batuta de seu presidente, Everton Zadikian, criou o projeto Integração Total, voltado ao advogado em início de carreira.

Para melhor compreender a área de branding, percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização, a designer – com empresas de renome em seu portfólio, como Citibank e Best Western, além de escritórios como Duarte Garcia e Sérgio Alambert – fez alguns contrapontos: é inútil tentar criar uma imagem distante daquilo que se é. “Aqueles mais formais não devem procurar parecer descolados, e vice-versa. O bom é que existe espaço para todos.” E esses espaços serão maiores e mais sólidos na medida em que os advogados fortaleçam suas marcas, pois estarão “um passo à frente” dos demais. “Até a concorrência fica menor quando se tem um perfil bem estabelecido”, garante.

Sylvia cita as marcas de maior renome – Apple, Coca-Cola e outras – como parâmetro. “Contam pontos a qualidade, confiabilidade, embalagem e muitos outros fatores.” Daí emerge o conceito de reputação, muito ligado ao branding. Quando se atinge o pináculo, vem também o respeito mútuo dos iguais. “É comum observarmos advogados reconhecidos por sua excelência se cumprimentando com todo o respeito. O talento gera segurança.”

Sentidos

O receituário é extenso, incluindo os cinco sentidos. No visual, detalhes como óculos, gravatas (para homens) e vestidos (para mulheres) devem, invariavelmente, definir a personalidade de quem os usa. “Cuidado para esse recurso não se voltar contra você”, alerta Sylvia. Dentro do campo da imagem, não se deve esquecer do cartão de visitas. “Já vi notáveis profissionais perderem pontos por causa desse detalhe.” O aroma do escritório, outro ponto, é aspecto que muitos ignoram, mas pesa, segundo a consultora. “Amadeirado ou cítrico – faça sua escolha.” No tato, ficam o aperto de mão e a mesa de trabalho – elemento que denota o nível de organização de seu dono. Se para o paladar está reservado o cafezinho gourmet servido aos clientes, à audição resta a sabedoria de “aprender a ouvir reclamações” para se administrar eventuais erros.

Quanto às redes sociais, instrumento de comunicação onipresente hoje em dia, o melhor é ter cautela. “Se o advogado é do tipo que gosta de manifestar suas opiniões com ênfase, é preferível não adicionar pessoas de seu círculo profissional.” Sylvia recomenda, sem restrições, o LinkedIn – um ambiente virtual em que predominam as características profissionais. “O que não se deve é tentar agradar a todos”, alerta. Como máxima, a orientadora concluiu sua apresentação citando um pensamento de Philip Kotler, considerado o maior especialista mundial em marketing. “Se você criar um caso de amor com os seus clientes, eles próprios farão a sua publicidade.”

MacDigi

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Amigo dificilmente serve como sócio num escritório de advocacia, alerta Luís Chacon

Dono de um dos blogs mais acessados na área de Direito alia humor a dicas úteis sobre gestão

Luís Chacon

Consultor e responsável pela Coordenadoria de “Novos Mercados e Gestão” da Comissão do Jovem Advogado (CJA) da OAB/SP, Luís Chacon.

Se você está pensando em montar um escritório de advocacia em parceria com outros profissionais priorize na busca indivíduos com características complementares às suas. “Isso muitas vezes não ocorre entre amigos universitários, que se aproximam por semelhança para aquela cervejinha depois da aula. Uma sociedade dessas pode, inclusive, acabar estragando a amizade”, recomenda o consultor e responsável pela Coordenadoria de “Novos Mercados e Gestão” da Comissão do Jovem Advogado (CJA) da OAB/SP, Luís Chacon. Para o advogado, um bom sócio pode, sim, ser colega de classe, mas de preferência aquele com traços opostos aos de quem está à procura de uma parceria. “Se o aluno é do tipo estudioso e introvertido, saiba que aquele colega que mal consegue passar de ano, mas tem facilidade de comunicação, pode ser o profissional ideal para cuidar de contatos, ou “vender” o escritório, encaixando-se perfeitamente no quebra-cabeças”, exemplifica. “Afinal, nenhum time é formado apenas por atacantes.”

Chacon foi um dos palestrantes de seminário organizado pela CJA/SP, presidida por Everton Zadikian, dentro do projeto Integração Total para o Jovem Advogado. O evento, realizado segunda, terça e quarta (4,5 e 6 de novembro) da semana passada, reuniu especialistas em marcas, marketing e gestão jurídica no auditório da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado de São Paulo (CAASP), no Centro da capital paulista. A escolha do nome não foi por acaso. O site http://advocaciahoje.blogspot.com.br, mantido por Chacon, conta com legião de seguidores (chegou a ter 25 mil acessos num só tópico) ávidos por dicas certeiras no que tange à operação de escritórios de advocacia, bem como orientação sobre elaboração de currículos e searas para inserção no mercado de trabalho. Tudo dentro de invariável bom humor e jovialidade de um simpático caipira de Lorena.

Relatados quase como chistes, os exemplos de Chacon foram recebidos pela plateia de jovens advogados como uma didática aula de cursinho. “Quem quer trabalhar com Direito Previdenciário não pode montar escritório num local que obrigue os clientes a subir muita escadaria – os idosos acabam se cansando e fugindo” advertiu, citando um de seus muitos “causos.” Erro imperdoável, em Criminal, é atender notórios meliantes num imóvel próximo de delegacia. “Cuidado, pois a polícia pode ficar de olho em seus clientes e levá-los todos para o xilindró.” Na área trabalhista, o causídico, que também é professor de Graduação e Pós-Graduação em Direito, não recomenda atender reclamantes e reclamados. “Se eles se encontrarem na sala de espera, haverá sério constrangimento.”

Mandamentos

Como mandamentos, o coordenador de Novos Mercados e Gestão da CJA destaca, em primeiro lugar, que gerenciar um escritório de advocacia é, muitas vezes, “mais difícil e mais importante que advogar.” Justamente em função dessa realidade é que a CJA está mobilizada em seu programa de empreendedorismo para quem estreia na profissão. Logo abaixo, no check-list de Chacon, vem o valor do agir. “Ter ideias e planejar são pontos muito importantes. Mas agir é fundamental.” Segundo suas próprias estatísticas, a maioria dos profissionais se limita às primeiras duas. “Se o advogado conseguir executar ações relacionadas a 30% de suas ideias e planos, já estará fazendo mais de que a maioria.” Mãos à obra, portanto.

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