Departamentos jurídicos estão mais integrados nas empresas, avalia Almiro Reis

Presidente da ABRH-SP foi um dos protagonistas do CONARH 2013, que teve como tema “Reinventar a Gestão: Uma Construção Coletiva”

Almiro Reis: jurídico está mais colaborativo nas empresas

Almiro Reis: jurídico está mais colaborativo nas empresas

Os setores jurídicos das grandes e médias empresas passam por transformação, caminhando firmes rumo a uma maior integração com as demais áreas corporativas. Essa é a avaliação do presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) em São Paulo, feita à Macdata News durante a realização do CONARH 2013, 39º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, realizado no hotel Transamérica, na capital paulista, entre 19 a 22 de agosto. “Os departamentos jurídicos das empresas e seus integrantes, notadamente advogados, estão mais parceiros, mais participantes na dinâmica nas empresas brasileiras”, analisa Almiro Reis. Segundo o dirigente, os advogados têm auxiliado as empresas a adotar “políticas preventivas em relação a conflitos trabalhistas”, por exemplo, atuando em conjunto com os RHs.

Para Reis, o CONARH 2013 foi um sucesso absoluto, com a participação de cerca de 25 mil profissionais nos painéis e feira. “Só não trouxemos mais gente porque, este ano, as empresas ligadas ao Estado tiveram adesão abaixo do esperado.” Presidente da Franquility Consultoria, Reis identifica como os maiores desafios dos RHs brasileiros hoje a atração retenção de talentos. “Estamos perto do pleno emprego, com 5% de desocupados, e o custo da mão-de obra vem crescendo no Brasil. Com isso, a produtividade das empresas cai.” Uma das soluções diante desse impasse seria capacitar cada vez mais o trabalhador, acredita Reis, e, em alguns casos, até importar profissionais de outros países. “Tudo depende, claro, da forma como for feita essa importação. Não cito como bom exemplo o programa governamental Mais Médicos, pois creio que o problema maior aqui seja o de deficiência de infraestrutura na área de Saúde, e não a escassez de profissionais.”

Terceirização

Sobre o projeto de lei que trata da terceirização da mão-de-obra, atualmente em trâmite no Congresso, o presidente da ABRH-SP posiciona-se favoravelmente. “É preciso dar maior flexibilidade às empresas. Se por um lado poderá haver perda de direitos, por outro serão criadas mais vagas.” O projeto nº 4302/98 tem maiores chances de ser promulgado nessa esfera, pois existem outros no Legislativo. As centrais sindicais são contrárias a essa proposta, defendendo que o tomador de serviços deva ter sua responsabilidade aumentada com relação aos direitos dos empregados terceirizados. “Terceirização é um benefício de longo prazo para o mercado de trabalho em geral”, julga Reis.

Dentro do tema “Reinventar a Gestão: Uma Construção Coletiva”, escolhido pelo CONARH 2013 este ano, o especialista em recursos humanos destacou para a MN. “Quem não utiliza um bom software em RH, hoje, está perdido. Não há dúvida de que a informatização total é absolutamente necessária.” Segundo informe institucional dos organizadores do evento, a ABRH-Nacional, “o mundo está vivendo um momento de transformação e os modelos de gestão não têm se atualizado na mesma velocidade. É de extrema importância a criação de novos modelos para que as pessoas desejem estar nas organizações e que se sintam cada vez mais realizadas e felizes no seu ambiente de trabalho.”